29 setembro, 2008

TUAREG




O que antes fora estático / agora prisma / o que supunha-se ideal / verte-se em promessa / palavra é o que o coração não pensa / na pressa, esqueci de dizer / tudo ocorre ao mesmo tempo / nem eu mesmo sei direito / o que está acontecendo.
Interpretando em miúdos / apoderei-me da razão (exceções que precedem regras) / empunhei velhas certezas / ao encontro da Bastilha / eu, tuareg pleno, preso à idéias que pesam / imagens que nada dizem.
De hoje em diante e por todos os dias / tudo será diferente / daqui pra frente e por todos os meios / o medo de não sentir medo / encobrirá a vontade de voltar mais cedo.


wallace puosso

12 setembro, 2008

JOHN





Ainda hoje fecho os olhos e você me vem à lembrança num filme em preto e branco, descendo as escadas do avião para reescrever a história. E a história da música, que nunca mais foi a mesma.
Onde você esteve esse tempo todo?
Ainda hoje as imagens não me saem da cabeça. Aquelas meninas, gritando histéricas, chorando por um amor de um tamanho que não caberia na vida delas. All my Loving.
Quanta ilusão.
Ainda hoje as canções continuam poderosas, mexem profundamente. Por que será?
Houve um tempo em que músicas eram tratadas como canções e cantadas com a alma.
Nós não atravessamos Abbey Road, não tomamos um trago no Cavern nem imaginamos o que um dia tenha sido a Sweet London.
Talvez isso explique algo.



wallace puosso