25 setembro, 2009
Recebi este email de uma amiga. E gostei do poema. Se é da Yoko ou não, gostei mesmo assim.
"Mesmo que o seu inglês seja mais ou menos, dá pra entender o recado.
Espero que gostem,
Carolina."
CLEANING PIECE
try to say nothing negative about anybody
a) for three days
b) for forty-five days
c) for three months
see what happens to your life.
Yoko Ono
19 setembro, 2009
18 setembro, 2009
Ugo Giletta/reprodução
TRÊS COISAS A DIZER
3 TRABALHOS QUE FIZ (E GOSTEI DE TER FEITO)
Atuar no espetáculo “Édipo Rei”
Dirigir espetáculo “Após a Última Dança...”
Designer Gráfico (durante 8 anos)
3 TRABALHOS QUE EU GOSTARIA DE FAZER
Atuar no espetáculo Rei Lear (daqui a vários anos)
Cantar numa banda de rock (tem que ser logo)
Dirigir um Longa-Metragem
3 TRABALHOS QUE EU NÃO FARIA NUNCA
Seguir carreira política
Ser vendedor (qualquer que seja o produto)
Advogado (já sou ator, está bom demais...)
09 setembro, 2009
Um outro vôo
.
Queridos,
Algumas considerações sobre o tema sugerido pelo Reginaldo - "o vôo da serpentina".
Fiquei aqui, matutando, matutando sobre o tal sentido figurado da serpentina (confesso que não me agradava a idéia de escrever sobre carnaval...)
Recebi dois textos do boy regis, engatei umas músicas da memória (na verdade do portal Terra) e saiu minha metáfora da tal da serpentina.
Acho que vivemos um ôba ôba tão grande (olha a metáfora aí...) com tudo que nos cerca, que não prestamos mais atenção a quem está ao nosso lado, ao cidadão comum, desses que cruzam conosco pelas ruas...
E pensei nesse nosso poeta, com cara de gente comum, dessa gente vinda do nordeste e que vem pra ser mais um. Ele veio, fez a diferença, mas sumiu tão rápido quanto apareceu. Como se fosse quarta-feira de cinzas (olha a metáfora aí de novo...) direciono meus olhos para ele, que merecidamente deveria retornar aos corações de quem ama (ou já amou um dia).
Meu vôo da serpentina não tem nada de carnavalesco. É mais uma alegoria aos que se vão, no silencioso rumo das coisas não ditas, não sentidas, não divididas.
Não quero um vôo assim, dessa forma, em silêncio. É triste demais.
Aí fiz o poema (está transcrito abaixo). E, na semana seguinte, não é que encontraram o dito cujo? A mim, não parece haver nada de poético nun sujeito que provavelmente se refugiou no Uruguai por questões de dívidas e problemas familiares.
De qualquer forma, esse assunto (já esgotado, sei bem) gerou um poema e é o que realmente vale.
BELCHIOR EM SLOW MOTION
e ele, invisível, seguiu em frente, firme
com seu caderno de poemas pra cego
e suas melodias pra surdos mudos
carregadas de lirismo e beleza
ele, um velho poeta – o poeta entre muitos
presentes no imaginário deste ou daquele
eis minha melhor trilha sonora
toda manhã, o mesmo ponto de ônibus
a mesma rotina
na boca, o gosto do café
e a vontade de vencer na vida
é engraçado, parece que foi ontem – ele disse
ontem mesmo eu era outro
e tinha sonhos
e tinha planos
e sorria sem esforço
e era reconhecido nas ruas
parece que foi ontem
aquele amor do colégio
aquele que a gente não esquece
não porque fosse o primeiro
mas porque me despertara de um estado imberbe
isso não faz o menor sentido – disseram um dia
“obrigado, chamaremos você em breve!”
então a fila anda
ele só queria mais uma chance
que a poesia pudesse ser de novo ouvida
e sua música
ele só queria um amor – um amor que fosse
um fardo um pouco mais leve
alguém que não olhasse através dele
“tudo o que aprendemos é bagagem”
já disse alguém num boteco qualquer
entre umas e outras
pois é. com dinheiro tudo é mais fácil
eis que um poeta - mais um entre tantos
se foi, sorrateiro em manto de silêncio e só
e nós aqui, torcendo (sempre)
pelo próximo capítulo da novela das 8
vida mais besta essa...
wallace p./2009
.

Queridos,
Algumas considerações sobre o tema sugerido pelo Reginaldo - "o vôo da serpentina".
Fiquei aqui, matutando, matutando sobre o tal sentido figurado da serpentina (confesso que não me agradava a idéia de escrever sobre carnaval...)
Recebi dois textos do boy regis, engatei umas músicas da memória (na verdade do portal Terra) e saiu minha metáfora da tal da serpentina.
Acho que vivemos um ôba ôba tão grande (olha a metáfora aí...) com tudo que nos cerca, que não prestamos mais atenção a quem está ao nosso lado, ao cidadão comum, desses que cruzam conosco pelas ruas...
E pensei nesse nosso poeta, com cara de gente comum, dessa gente vinda do nordeste e que vem pra ser mais um. Ele veio, fez a diferença, mas sumiu tão rápido quanto apareceu. Como se fosse quarta-feira de cinzas (olha a metáfora aí de novo...) direciono meus olhos para ele, que merecidamente deveria retornar aos corações de quem ama (ou já amou um dia).
Meu vôo da serpentina não tem nada de carnavalesco. É mais uma alegoria aos que se vão, no silencioso rumo das coisas não ditas, não sentidas, não divididas.
Não quero um vôo assim, dessa forma, em silêncio. É triste demais.
Aí fiz o poema (está transcrito abaixo). E, na semana seguinte, não é que encontraram o dito cujo? A mim, não parece haver nada de poético nun sujeito que provavelmente se refugiou no Uruguai por questões de dívidas e problemas familiares.
De qualquer forma, esse assunto (já esgotado, sei bem) gerou um poema e é o que realmente vale.
BELCHIOR EM SLOW MOTION
e ele, invisível, seguiu em frente, firme
com seu caderno de poemas pra cego
e suas melodias pra surdos mudos
carregadas de lirismo e beleza
ele, um velho poeta – o poeta entre muitos
presentes no imaginário deste ou daquele
eis minha melhor trilha sonora
toda manhã, o mesmo ponto de ônibus
a mesma rotina
na boca, o gosto do café
e a vontade de vencer na vida
é engraçado, parece que foi ontem – ele disse
ontem mesmo eu era outro
e tinha sonhos
e tinha planos
e sorria sem esforço
e era reconhecido nas ruas
parece que foi ontem
aquele amor do colégio
aquele que a gente não esquece
não porque fosse o primeiro
mas porque me despertara de um estado imberbe
isso não faz o menor sentido – disseram um dia
“obrigado, chamaremos você em breve!”
então a fila anda
ele só queria mais uma chance
que a poesia pudesse ser de novo ouvida
e sua música
ele só queria um amor – um amor que fosse
um fardo um pouco mais leve
alguém que não olhasse através dele
“tudo o que aprendemos é bagagem”
já disse alguém num boteco qualquer
entre umas e outras
pois é. com dinheiro tudo é mais fácil
eis que um poeta - mais um entre tantos
se foi, sorrateiro em manto de silêncio e só
e nós aqui, torcendo (sempre)
pelo próximo capítulo da novela das 8
vida mais besta essa...
wallace p./2009
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08 setembro, 2009
língua
"A língua conduz o meu sentimento, dirige a minha mente, de
forma tão mais natural quanto mais inconscientemente eu me
entregar a ela. O que acontece se a língua culta tiver sido constituída
ou for portadora de elementos venenosos? Palavras podem
ser como minúsculas doses de arsênico: são engolidas de
maneira despercebida e aparentam ser inofensivas; passado um
tempo, o efeito do veneno se faz notar."
Victor Klemperer, LTI
.

"A língua conduz o meu sentimento, dirige a minha mente, de
forma tão mais natural quanto mais inconscientemente eu me
entregar a ela. O que acontece se a língua culta tiver sido constituída
ou for portadora de elementos venenosos? Palavras podem
ser como minúsculas doses de arsênico: são engolidas de
maneira despercebida e aparentam ser inofensivas; passado um
tempo, o efeito do veneno se faz notar."
Victor Klemperer, LTI
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03 setembro, 2009
01 setembro, 2009
para você
o pensamento que completa
o silêncio que falta
a ausência não sentida
a porta do quarto fechada
um amor não declarado
o choro não decantado
a garganta arranha pela saudade
verdade que não foi ouvida
não ter segunda chance
não completar o segundo tempo
de dois em dois os passos levam
até onde os olhos não alcançam
o ruído do coração ativo
é o motivo que me faz sorrir
até nas piores horas
até nas piores horas
é com você que eu conto.
wallace p. /01-2009
Crédito da imagem: René Magritte "OS AMANTES"
Neste momento, ouvindo Nothing is Okay - Aeroplane e com uma certa vontade de ouvir também Neil Young e acampar na Praia Martins de Sá em Paraty.
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